ABORDAGEM ARTESANAL, CRÍTICA E PLURAL / ANO 13

América do Sul, Brasil,

sábado, 18 de junho de 2022

A ética protestante e o espírito do capitalismo, por Max Weber

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Neste vídeo eu apresento brevíssimos comentários sobre um livro clássico de Max Weber, chamado "A ética protestante e o espírito do capitalismo".


Max Weber é considerado um dos autores clássicos da sociologia, que nasceu em Erfurt, na Alemanha, em 1864, tendo falecido em Munique, no mesmo país, em 1920.


terça-feira, 14 de junho de 2022

Tempo de Mágicos, por Wolfram Eilenberger

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Neste vídeo eu apresento breves comentários sobre o livro de Wolfram Eilenberger, chamado "Tempo de Mágicos - A grande década da filosofia 1919-1929".

 


A obra entrelaça as histórias das vidas com as teorias de quatro ícones da moderna filosofia ocidental, durante a década de 1920: Ludwig Wittgenstein, Ernst Cassirer, Walter Benjamin e Martin Heidegger. Wolfram Eilenberger é um jornalista, escritor, professor e filósofo alemão.

 

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O erro de descartes, por António Damásio

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Na estreia do quadro "Falando de Livros", no canal sociologiartesanal, no YouTube, eu apresento breves comentários sobre a obra de António Damásio, intitulada "O erro de Descartes - Emoção, razão e o cérebro humano".

 


António Damásio é um neurocientista português, professor da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.

 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Eilenberger e a magia de quatro ícones da moderna filosofia ocidental

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

O início do século XX foi uma época de acontecimentos dramáticos e muitas transformações. Guerras, pandemia, instabilidades políticas e avanços intelectuais e científicos marcaram o período. É nesse cenário, com o foco na Europa, que se desenvolve o livro de Wolfram Eilenberger, "Tempo de Mágicos - A grande década da filosofia 1919-1929".

O jornalista, escritor, professor e filósofo alemão narra as histórias da vida e das ideias de quatro ícones da filosofia ocidental, durante a década de 1920: Ludwig Wittgenstein, Ernst Cassirer, Walter Benjamin e Martin Heidegger. O texto vai articulando a trajetória desses autores com os conceitos e categorias fundamentais das suas reconhecidas obras.

Enquanto Wittgenstein deixa de lado a academia e os debates eruditos para se dedicar à docência numa escola interiorana de ensino fundamental, Cassirer vai se consolidando na alta esfera universitária com uma vida burguesa estável e pacata. Wittgenstein retorna, anos depois, às discussões sobre a linguagem e edifica a segunda etapa do seu trabalho filosófico. Já Cassirer permanece aprofundando seus estudos sobre as formas simbólicas.

Em paralelo, antes de se tornar um bastião dos frankfurtianos, Benjamin oscila entre fortes demandas econômicas, buscas por algum espaço acadêmico/docente e produções jornalísticas e teóricas sobre a arte e o drama barroco. Heidegger, por sua vez, vai galgando seus espaços na elite intelectual da República de Weinmar e formula as teses que ressoariam no dasein, que se tornaria seu principal conceito.

Entre os dilemas e percursos diversificados desses expoentes da moderna filosofia ocidental, a investigação do "sentido do viver" e do "como viver" parece atravessar seus cotidianos e escritos. Com uma narrativa fluida, densa e atraente, Eilenberger nos leva a um mergulho fascinante no pensamento e nas trajetórias de quatro importantes filósofos. Desse modo, ele nos ajuda a entender um pouco melhor o mundo que se desenrolou nos últimos séculos.

 

terça-feira, 24 de maio de 2022

Educação não é mercadoria

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Neste mês de maio, eu completei 13 anos de docência. Os últimos sete deles vêm acontecendo aqui na UFFS. Se juntar esse tempo com o período de estudante na UFRGS, lá se vão 17 anos de universidade pública.

Quando moleque, eu estudei numa escola particular de muito boa qualidade. Mesmo assim, quando me formei no ensino médio, não tinha expectativa de cursar uma federal. Isso era coisa pra quem era muito estudioso, o que não era o meu caso.

A história de como entrei em Ciências Sociais na UFRGS fica para outro dia. No Campus do Vale, acompanhei de perto a transformação do ensino superior público. As ações afirmativas e o Reuni, ainda que incompletos, mudaram a cor, a classe e o cotidiano de quem frequenta essas instituições.

Não foi apenas isso que mudou. Muitas vidas mudaram. Lembro bem da noite em que fui homenageado por uma turma de formandos na UFFS. Lembro bem da emoção de ver as pessoas profundamente afetadas pela vitória dos seus e das suas, muitas vezes os primeiros e as primeiras na família a finalizar uma graduação.

Hoje, há quem diga que a universidade pública atende só aos abastados. Não é essa a realidade e há dados suficientes disponíveis por aí. Na verdade, a reforma no ensino médio e a escassez de investimentos no nível superior demonstram um projeto de retorno a uma época insistente em que para as classes trabalhadoras o país só destinava a repressão e a precariedade absoluta.

A gente tem muito a melhorar em termos de ingresso e permanência discente e qualificação pedagógica e pluralidade docente. Isso é importante para ajudar a resgatar os horizontes de que o conhecimento pode mudar vidas. E esses horizontes não se pautam por ensino domiciliar ou privatização. Pautam-se pela sabedoria de que a educação é uma tarefa coletiva e não é mercadoria.


terça-feira, 17 de maio de 2022

Donna Haraway, epistemologias feministas e os saberes localizados

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Neste vídeo introdutório, eu apresento algumas ideias de Donna Haraway sobre as epistemologias feministas e a perspectiva dos saberes localizados.

 


O vídeo tem como fundamento o artigo de autoria de Haraway chamado "Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial", disponível nos Cadernos Pagu, Campinas, SP, 2009.