ABORDAGEM ARTESANAL, CRÍTICA E PLURAL / ANO 13

América do Sul, Brasil,

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Te amo, mãe!

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Você descansou numa tarde quente e ensolarada, mãe. Você ia gostar de pegar um sol. Foi pouco antes do Brasil estrear na Copa. Eu lembrei de 94, de você e do álbum de figurinhas. Da gente vendo os jogos e da alegria com as defesas do Taffarel e o pênalti perdido pelo Roberto Baggio.
 
Você partiu tão cedo, mãezinha. O vazio que ficou no meu peito vai demorar a ser preenchido, isso eu já sei. Mas hoje eu não quero escrever sobre tristezas e sofrimentos. Porque eu vou começar, aos poucos, pode confiar, a cumprir a promessa que fiz pra você nesses últimos dias.
 
Quero falar de torta de maçã e de bolos de chocolate. De cuidado e dedicação. Do valor dado aos estudos e da força que você teve pra trabalhar 10 horas por dia, me criar e conseguir se formar na profissão que era o teu sonho. Da mulher linda e forte que você foi, em todos os sentidos. Do amor que você plantou e a gente vai seguir cultivando por ti.
 
A gente sabe o quanto você caminhou, dos mais belos montes e das noites escuras de frio. Foram milhões de milhas antes de descansar, né mãezinha. A vida vai ensinar a lidar com tudo isso. O tempo vai dar o tom, com fé no dia a dia. E quando a saudade bater sem dó, eu vou até o mar e vou ver você chegar, alegre, linda e em paz. Te amo pra sempre.